Há 23 anos, o rap brasileiro perdia Sabotage, um dos maiores nomes de todos os tempos

Foto: Cesar Schaeffer

Rapper paulista Sabotage revolucionou o hip hop brasileiro com inovação, musicalidade e um legado que segue vivo na cultura de rua.

Nesse 24 de janeiro de 2026, completam-se 23 anos da morte de Sabotage, considerado por muitos o maior nome da história do rap nacional. Em 2003, a cena se despedia de um artista que saiu da Favela do Canão e mudou para sempre o rumo da cultura de rua brasileira.

Sabotage revolucionou o rap ao inovar em flow, métrica e musicalidade. Quebrou padrões, misturou cadências e apresentou um jeito único de rimar que, mesmo décadas depois, ainda soa atual e serve de referência para novas gerações. Era um artista claramente à frente do seu tempo.

Com uma escuta musical ampla, Sabotage não se limitava a rótulos. Ouvia de tudo, de Pixinguinha até Sandy & Junior, e tratava a música como arte, não como fórmula. Essa visão se refletia em suas letras e abordagens, que iam além do óbvio. Como ele próprio dizia: “se eu fosse falar de sofrimento, meu tempo não dá”.

Corinthiano fanático e dono de um carisma inigualável, Sabotage também expandiu sua atuação para além da música. Além de cantor e compositor, foi ator e participou dos filmes Carandiru e O Invasor, levando a vivência da quebrada para outros espaços sem perder a essência.

A carreira, no entanto, foi interrompida de forma trágica. Sabotage foi morto a tiros no dia 24 de janeiro de 2003, aos 29 anos, deixando dois filhos, Tamires e Wanderson, o Sabotinha. Mesmo com uma trajetória curta, o impacto de sua obra atravessou o tempo.

Em vida, Sabotage lançou apenas um álbum e um clipe oficial, mas foi o suficiente para mostrar que rap é compromisso, e não é viagem. Um legado que segue vivo, respeitado e cada vez mais reconhecido dentro e fora da cena.